Memorias Tercer Congreso Colombiano de Estudiantes de Filosofía

O saber mestiço na fronteira México-Estados Unidos sob a óptica de Glória Anzaldúa


Ada Cristina Ferreira; Aluna de Graduação em Filosofia; Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT- Bolsista do Programa de Iniciação Científica PIBIC-CNPQ/UFMT/BRASIL; adacrisf@gmail.com.

ISSN papel: 1909-6704
ISSN virtual: 2500-610X


Resumen

A Fronteira México – Estados Unidos, além de sinônimo de irreparáveis lutas, também abriga uma riquíssima cultura fronteiriça. Os povos habitantes do local, mais comumente chamados de chicanos, são cidadãos que cresceram e convivem com o estigma da fronteira. Embora o passar do tempo, aliado ao choque de vozes, crença e valores, tenha trazido para estes povos uma nova cultura, com traços marcantemente latino-americanos, a população local encontra dificuldades em se afirmar, seja quanto à sua língua/dialeto, à etnia, bem como aos saberes próprios de sua cultura por se localizarem na zona fronteiriça. Atualmente, tais povos transitam entre duas culturas e dessa forma instauraram dentro dos estados referidos, um espaço fraturado, onde valores sucumbiram e outro nasceram. Por meio do lócus de anunciação, e pelo surgimento de uma nova cultura, a cultura chicana, é possível perceber a formação de novos signos de identidades, de povos que se expressam pela persistência e manutenção da convivência local, reinscrevendo um novo símbolo de identificação dentro de um amplo espaço cultural. O objetivo do presente trabalho é compreender como se dá a formação da cultura chicana, como uma comunidade que pertence ao mesmo local de anunciação e tem o mesmo histórico de discriminação e privação, formula estratégias de resistência frente ao colonizador. Apesar do histórico comum que estes povos tem, há o intercâmbio de valores e significados culturais que sucederam através do processo dialógico, mesmo que por vezes conflituoso, e encontraram na linguagem um símbolo de representação e unificação cultural e social. Estes espaços que definiram a ideia de uma nova sociedade, é magistralmente estudado pela autora Gloria Anzaldúa, que vivenciou a transformação histórica e buscou através do interesse comunitário evidenciar o processo linguístico cultural, que está presente dentro deste espaço híbrido e que é o principal interesse do presente trabalho.



José Carlos Leite (orientador)1

1. Introdução

Os estudos culturais sobre relações de poder entre culturas, espaço geográfico, povos, etnias, entre outras, resultam na maioria das vezes da conquista colonial europeia, calcificada no imaginário das culturas coloniais. Os trabalhos realizados pela autora Glória Anzaldúa são recursos importantes que evidenciam a resistência e a reinscrição de uma cultura no espaço reclamado, apontando a presença cultural, afirmando tradições culturais e acima de tudo recuperando histórias reprimidas pelo colonizador. O espaço de estudo de Anzaldúa está localizado na fronteira México-Estados Unidos, precisamente após a guerra de 1846, cessada em 1848, quando o México perde grande parte de seu território para os Estados Unidos. Com o “Tratado de Guadalupe-Hidalgo”, a guerra chegou ao fim e consequentemente em meados do século XIX, anexou os atuais estados americanos do Novo México, Texas, Arizona, Califórnia, Utah e uma parte do Colorado aos Estados Unidos. Posteriormente a este período histórico, houve um processo longo de reestruturação sociocultural, pois as estruturas e práticas culturais distintas coexistiram em um espaço novo, permitindo espaços inovadores de elaboração e contestação da ideia de sociedade, gerando novas estruturas, objetos e práticas de existência. Ao mesmo tempo que o novo espaço surge reclamando o deslocamento do domínio hegemônico europeu e a redistribuição igualitária de poder, a fronteira que se inaugura após cessada a guerra,  contribuiu para a formação de um espaço, onde valores foram sucumbidos e outros emergiram nos momentos de transformação histórica como forma de resistência aos pontos de tensão. 

2. Desenvolvimento

Marcados pela perda da identidade, exclusão social e racismo, os cidadãos fronteiriços buscam a partir da terra onde vivem moldar uma cultura que se relacionasse com a história e as heranças culturais da fronteira. A multiplicidade das interconexões e das interações culturais que se desenvolvem no mesmo espaço, manifesta o hibridismo linguístico e cultural que cresce e se reforça conforme o interesse comunitário de reclamar o espaço como local de saberes. Conscientes de suas origens e tradições mexicanas, os cidadãos são embalados pelo contexto colonizador versus colonizado, e daí nasce uma cultura híbrida, a cultura chicana. 

A escritora e pensadora Glória Anzaldúa surge deste espaço de contestação. Autodeclarada chicana e mestiça busca na linguagem a interação simbólica e dá a estes povos representatividade. No livro Boderlands/La Frontera/ - The New Mestiza, Anzaldúa inaugura uma nova perspectiva de leitura da situação de fronteira (que não apenas a geográfica) e consegue, a nosso ver, traduzir na mistura de gêneros literários, como a poesia, prosa e autobiografia, a realidade do estado híbrido que caracteriza tal fronteira. Lança mão do dialeto local Nahuatl, Tex Mex e variantes do inglês ao longo de toda sua obra, buscando com isso, traduzir uma situação vivida pelos povos nativos. E claro, provoca certa estranheza por parte de alguns leitores, tão acostumados com fronteiras definidas e a linearidade literária. A autora faz alusão às estratégias de adaptação dos povos daquele local, traduz na língua a inscrição de seus corpos, o tecido de ligação que evita a imposição da diferença de identidades, convidando o leitor a experimentar a realidade deste estado que transita a cultura mestiça. Na obra Boderlands/La Frontera - The New Mestiza, obra de mais destaque da autora, Glória Anzaldúa descreve, 

As a mestiza I have no country my homeland cast me out; yet all countries are mine because I am every woman’s sister potential or lover. (As a lesbian I have no race, my own people disclaim me; but I am all races because there is the queer of me in all races.) I am cultureless because, as a feminist, I challenge the collective cultural/religious male-derived beliefs of Indo Hispanics and, Anglos; yet I am cultured because I am participating in the creation of yet another culture, a new story to explain the world and our participation in it, a new value system with images and symbols that connect us to each other and to the planet. Soy un amasamiento, I am an act of kneading, of uniting and joining that nor only has produced both a creature of darkness and a creature off light, but also a creature that questions the definitions of light and dark and gives them new meanings2. (ANZALDÚA,2007, p. 102-103).

Herdeira de uma cultura fragmentada e riquíssima pelo hibridismo linguístico, pela história e arte, a escritora, busca na heterogeneidade cultural o rompimento com a condição subalterna a que foram condicionados os povos fronteiriços e postula o espaço fronteiriço como o locus privilegiado de produção de saberes. Este hibridismo linguístico acolhe as diferenças sem impor hierarquias, exige um encontro com o novo, que é o espaço fronteiriço. É no espaço mencionado que ocorre a homogeneização de “raças”, etnias e classes, uma vez que estas dividem os mesmos recursos – materiais e simbólicos. Mesmo com o choque permanente de culturas, o atrito solidifica forças perante o opressor, revelando dentro das zonas de contato novos fenômenos culturais. 

O termo chicano ficou conhecido pelo movimento popular Movimiento Chicano, ocorrido entre 1960 e 1970 quando milhares de “mexicanos-americanos” buscavam através de manifestações populares definir sua identidade cultural, exigir oportunidades, igualdades sociais e políticas aos norte-americanos não descendentes de mexicanos.

Por muitos anos este termo foi usado de forma pejorativa para identificar os povos fronteiriços, causando até hoje certa imagem negativa entre os cidadãos. Os descendentes de mexicanos que resistiram e continuaram no espaço geográfico fronteiriço, eram persuadidos a falar o inglês e não o espanhol. Assim descreve Anzaldúa, 

Eu me lembro de ser pega falando espanhol no recreio – o que era motivo para três bolos no meio da mão com uma régua afiada. Eu me lembro de ser mandada para o canto da sala de aula por “responder” à professora em inglês quando tudo que estava tentando fazer era ensinar a ela como pronunciar meu nome. “se você quer ser americana, “speak 'American”. Se você não gosta disto, volte para o México, que é o seu lugar”. (ANZALDÚA, s/d, apud PINTO; SANTOS, 2009, p. 305).

Para se adaptarem, optaram pelas duas línguas o inglês e o espanhol, conforme trocava o interlocutor, trocava-se também a linguagem. 

Os atritos que constantemente são vividos na fronteira é regado de conflitos e disputas hierárquicas que estão aumentando a cada dia com o crescimento da população que migra para a fronteira trazendo bagagens culturais originárias de diversos povos do mundo, descreve Anzaldúa (2007, p. 25)3 “The U.S.A-Mexican border es una herída abierta where the Third World grates against the first and bleeds”. O sangramento, “la herida abierta” a que se refere a autora demonstra que a fronteira é local de incessantes conflitos. Que nunca estanca o sangue, pois a cultura vive conforme seu histórico de nascimento. A possibilidade da cura da ferida se dá pelo engajamento das forças que ali nasceram, há que se deixar para trás a necessidade de optar por determinada cultura, e sim optar por todas ao mesmo tempo. A “herida abierta” é também anunciada pela autora chicana Cherrie Moraga, que entende ser tal ferida secundária frente as “feridas abertas” deixadas pelo movimento de colonização e expansão do império espanhol, 

A nação mexicana é uma nação mestiza, concebida em um duplo estupro: primeiro pelos espanhóis e depois pelo gringo. Em meados do século 19, a Anglo-América apossou-se de um terço do território mexicano. Um novo opressor, falante de inglês, assumiu o controle sobre os espanhóis, mexicanos e mestizos que habitavam aquelas terras. Não há como negar que os Estados Unidos roubaram Aztlán do México, mas ele já tinha sido inicialmente roubado dos índios pelos espanhóis, cerca de 300 anos antes. (MORAGA, 1993, apud MIGNOLO, 2003, p. 364).4

A herança cultural mexicana foi sendo violentada durante anos pela onda da colonização. Aztlán a lendária e sagrada terra ancestral dos povos “nauas” - povos descendentes das tribos astecas fora violentada e atualmente vive com a ferida aberta, um “sangramento” de que falam Anzaldúa e Moraga. A ferida foi, primeiro, trazida pela expansão territorial europeia, posteriormente, pela norte-americana.

O surgimento de um espaço físico e imaginário que nasce durante o processo colonizador necessita de uma consciência de pertencimento que seja una e compartilhada entre os habitantes fronteiriços, um elo íntimo para que se reconheçam como povos de uma cultura híbrida, e se posicionem de maneira tal que recusem o estigma a que os países estrangeiros insistem em lhes impor. Há ainda, por parte de Anzaldúa, a preocupação constante em apontar como estratégia de resistência frente ao colonizador, a permanência da língua fronteiriça, vista como instrumento importante na construção de uma identidade étnica. 

A línguagem representa a terra natal de um povo e o espanhol chicano surge da necessidade de se identificarem como povos distintos, uma língua que busca representar e possibilitar a comunicação de uns com os outros cidadãos. Em suas obras, lança mão do dialeto “Spanglish” que, como diz o nome, trata-se de uma mistura da língua espanhola e inglesa, é uma marca da autora e que busca expressar a forma como se comunicam os povos fronteiriços. Ela apresenta a língua como importante meio de libertação, que produz a sensação de pertencimento e faz dos povos da fronteira do México - Estados Unidos defensores de uma identidade, da identidade mestiça. Anzaldúa destaca que quando emerge o linguajamento, ou seja, a intersecção de duas línguas que se fundem e brota uma só, emerge também um novo estilo de vida, “um modo de vivir” um viver-entre-línguas. O espanhol chicano ainda é considerado deficiente pela maioria dos latinos, mas Anzaldúa descobre que este rico dialeto fronteiriço, serve de resistência face à dominação da cultura predominantemente europeia. Descreve que o “Spanglish” representa,

Change, evolucíón, enríquecimiento de palabras nuevas por invención o adopción have created variants of Chicano Spanish, un nuevo lenguaje. Un lenguaje que corresponde a un modo de vivir. Chicano Spanish is not incorrect, it is a living language5. (ANZALDÙA, p. 77).

A cultura chicana ainda é vista como minoria e historicamente subordinada aos colonizados. A autora deixa evidente o anseio da comunidade pelo reconhecimento de seus saberes perante o modelo etnocêntrico europeu de subordinação. Ao relatar os limites impostos por esta fronteira, Anzaldúa não faz referência a isolamentos, e sim à existência de espaços geográficos que produzem uma fenda, gerando novos ambientes, novas discussões, articulações e novos saberes. Busca o reconhecimento de saberes aí produzidos e propõe que seja construída no local – fronteira México-Estados Unidos – a consciência de fluidez, capacidade de adaptação e transformação de culturas que habitam a região, sem deixar, contudo, de denunciar os resquícios da dominação colonial hegemônica. O modo como os cidadãos se habituam as várias transformações ocorridas nos locais fronteiriços testam suas capacidades de adaptação e sobrevivência que ultrapassam as fronteiras geográficas e ideológicas nos limites referidos pela autora. A linguagem expressada na fronteira evidencia os malabarismos linguísticos que os cidadãos habitualmente são submetidos, segundo Anzaldúa (2009), os chicanos são povos complexos e falantes de muitas línguas, e algumas são, inglês padrão, inglês com gírias, espanhol padrão, dialeto espanhol norte-americano, variantes do espanhol6, Tex-Mex, Pachuco, entre outros dialetos. A autora propõe assim, inserir a partir destes locais a consciência da new mestiza, a fim de descolonizar o discurso dominante e criar um novo conceito de identidade. 

That focal point or fulcrum, that juncture where the mestiza stands, is where phenomena tend to collide. It is where the possibility of uniting all that is separate occurs. This assembly is not one where severed or separated pieces merely come together. Nor is it a balancing of opposing powers. In attempting to work out a synthesis the self has added a third element which is greater than the sum of its severed parts. That third element is a new consciousness – a mestiza consciousness.  (ANZALDÚA, 2017, p.101-102)7

Essa mesma discussão é empreendida por Mignolo (2003) quando observa nestes espaços de produção de conhecimento o surgimento da consciência de libertação social, econômica e, sobretudo, libertação da colonização intelectual. O autor utiliza o termo “defasagem temporal” que expressa e capta a ruptura necessária para com discurso colonial, Segundo Mignolo (2003, p, 171) “um novo lócus para a teorização do pós-colonial que se opõe à colonialidade do poder”. A “defasagem temporal” se traduz em ação, rompe com a colonialidade e a desvalorização do outro e comunga com o que Glória Anzaldúa propõe ao insistir no necessário rompimento barreiras, sejam elas de cunho ideológico, geográfico, político, étnico, linguístico, de classes, gênero, todas, frutos da violência colonizadora que existem e podem ser visíveis atualmente.

3.Considerações Finais

Destruir o mundo colonial é, nem mais nem menos, o mesmo que abolir uma zona, enterrá-la profundamente no solo ou expulsá-la do território (FANON, 1968). Vistos como uma sociedade marginalizada o colonizado fica ao acaso frente ao processo de expansão territorial. Os traços residuais traduzidos por séculos de dominação resultaram na mistura de várias culturas além da americana e mexicana. A proposta de Anzaldúa é buscar e colocar em evidência o elo presente na linguagem dos chicanos. Tal elo unifica povos que outrora pertenceram a outra nação. Ela imaginava (assim como praticava) que a alternância entre o espanhol e inglês, fortificaria a cultura local, uma vez que esse modo de linguajamento, o bilinguajamento, é fiel ao modo como os habitantes da fronteira se comunicam e possibilita o surgimento da new mestiza/o. Expressar-se em “Spanglish” constituiria assim em um modo de ser político, uma descentralização de poder, pois o cidadão mexicano incorporado aos espaços sob o controle dos EUA pelo Tratado de Guadalupe-Hidalgo não precisa mais optar pelo espanhol ou pelo inglês.

 

Notas

1Professor Doutor do Departamento de Filosofia e do PPG ECCO da Universidade Federal de Mato Grosso – Brasil-UFMT. E-mail: - jcleite343@gmail.com.

2Como mestiza, eu não tenho país, minha terra natal me despejou; no entanto, todos os países são meus porque eu sou a irmã ou a amante em potencial de todas as mulheres. (Como uma lésbica não tenho raça, meu próprio povo me rejeita; mas sou de todas as raças porque a queer em mim existe em todas as raças.) Sou sem cultura porque, como uma feminista, desafio as crenças culturais/religiosas coletivas de origem masculina dos indo-hispânicos e anglos; entretanto, tenho cultura porque estou participando da criação de uma outra cultura, uma nova história para explicar o mundo e a nossa participação nele, um novo sistema de valores com imagens e símbolos que nos conectam um/a ao/ à outro/a e ao planeta. Sou um amálgama, sou um ato de juntar e unir que não apenas produz uma criatura tanto da luz como da escuridão, mas também uma criatura que questiona as definições de luz e de escuro e dá-lhes novos significados. Tradução dos autores. 

3A fronteira E.U.A.–México é uma ferida aberta onde o Terceiro Mundo chia [que aqui tem o sentido de reclamar] contra o primeiro e sangra.

4Esta denúncia também se faz presente em Eduardo Galeano com o memorável texto de As veias Abertas da America Latina, publicado, pela primeira vez, em 1971.

5Mudança, evolução, enriquecimento de palavras novas por invenção ou adoção têm criado variantes do espanhol chicano, uma nova linguagem. Uma linguagem que corresponde a um modo de viver. O espanhol chicano não é incorreto, é uma linguagem viva. 

6Aqui ela quer dizer, variantes como sotaques do espanhol, definido pela localização. 

7Aquele fulcro ou ponto específico, aquela junção onde se situa a mestiça, é onde os fenômenos tendem a colidir. É onde ocorre a possibilidade de unir tudo o que está separado. Essa união não se trata da mera junção de pedaços partidos ou separados. Muito menos trata-se de um equilíbrio entre forças opostas. Ao tentar elaborar uma síntese, o sujeito adiciona um terceiro elemento que é maior do que a soma de suas partes separadas. Esse terceiro elemento é uma nova consciência – uma consciência mestiza. 

 


Referencias

American Psychological Association (2010). Publication manual of the American Psychological Association (6th Ed.). Washington, DC: APA.

Anzaldúa, G. E. (2007). Borderlands/La frontera: The new mestiza. São Francisco: Thrird Edition. 

Anzaldúa, G. E. (2009). Como domar uma língua selvagem: Gloria Anzaldúa. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê: difusão da língua portuguesa (J. P. Pinto., K. Santos & V. Veras, Trad). n. 39, p. 305-318. Niterói: Universidade Federal Fluminense. 

Anzaldúa, G. E. (2000). Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Revista Estudos Feministas (É. Marco, Trad.) v.8, n. 1, p. 229-236. Florianópolis: UFSC.   

Bhabha, H. K. (2007). O local da cultura (M. Ávila, Trad). Belo Horizonte: Ed. UFMG. 

Costa, C. L., & Ávila, E. (2005) Gloria Anzaldúa, a consciência mestiça e o feminismo da diferença. Revista Estudos Feministas. v. 13, n° 3, p. 691-703. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina.

Fanon, F. (1968). Os condenados da Terra (J. L. Melo, Trad). Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira S.A.

Mignolo, W. (2003). Histórias locais/Projetos Globais; Colonialidades, saberes subalternos e pensamento liminar (S. R. Oliveira, Trad). Belo Horizonte: Editora UFMG. 

Moraga, C. (1993). The Last Generation: Prose end Poetry. Boston: South end Press.  

Santos, A. C. (2013).  A voz híbrida de Gloria Anzaldúa: Do marginal à nova mestiça chicana. Pontos de Interrogação; Revista do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural v.3, n.1, p. 63-82. Alagoinhas, Bahia: Universidade do Estado da Bahia.